ROME

Danger Mouse é o cara! E o cara não para de se relacionar e se conectar com gente boa. A cada trabalho que ele solta, vemos uma ficha invejável de colaboradores e parceiros, e a qualidade musical nunca fica em segundo plano.

A bola da vez é o disco Rome, que Mouse vem arquitetando com o compositor e arranjador italiano Daniele Luppi há 5 anos. O disco é uma homenagem às trilhas sonoras dos filmes western italianos das décadas de 60 e 70, principalmente os feitos por Sergio Leone.

Mouse e Luppi escolheram a dedo os músicos que iriam participar do disco, alguns até tocaram realmente com Ennio Morricone na trilha de filmes como “O Bom, O Mal e o Feio”. Morricone, aliás, até comandou algumas sessões de orquestrações para o projeto. E ainda tem as participações de Jack White e Norah Jones, que fazem grandes contribuições nos vocais.

Rome não é um disco pop e fácil. Ainda bem! Mouse busca um som mais atmosférico, climático, cheio de nuances e detalhes. A cada audição, um detalhezinho diferente aparece, uma sensação diferente pode ser sentida.

Mas Rome é contemporâneo, não fica preso no passado, os westerns são apenas uma influência. O disco corre bem, alternando faixas instrumentais com as cantadas por Jack e Norah. E o único defeito talvez seja o de deixar a gente querendo mais das canções instrumentais, que são curtas e poderiam ter sido mais desenvolvidas.

É um trabalho diferente de tudo o que está nos holofotes do mercado atualmente, e só por isso já vale a audição. Mas se você ainda tem alguma dúvida, pode ouvir o disco na íntegra aí em baixo. Vai sem medo:

Elegantemente roubado do Coisa Semanal